Sistema base
CrowdSec instalado no Kali Linux rodando como VM no VMware Workstation, mesmo ambiente base dos outros laboratórios do portfólio.
Segurança Colaborativa • Brute Force Detection • Blue Team • SSH
Implementação do CrowdSec no Kali Linux com foco em monitoramento de logs SSH, detecção de tentativas de brute force, análise de métricas e alertas — compreendendo na prática o funcionamento de collections, parsers e scenarios.
Topologia
Índice
Sobre o laboratório
O CrowdSec é uma solução open source de segurança colaborativa que monitora logs, detecta comportamentos maliciosos e compartilha inteligência de ameaças com a comunidade. Diferente de um IDS tradicional que analisa tráfego de rede, o CrowdSec analisa logs de aplicações — SSH, Nginx, Apache, sistemas operacionais — e identifica padrões de ataque.
Neste laboratório, o foco foi no monitoramento de logs SSH para detecção de tentativas de brute force — um dos ataques mais comuns em ambientes Linux expostos. O ambiente foi configurado no Kali Linux com aquisição via journalctl, collections e scenarios SSH ativos e análise das métricas e alertas gerados.
Especificações
CrowdSec instalado no Kali Linux rodando como VM no VMware Workstation, mesmo ambiente base dos outros laboratórios do portfólio.
Motor de detecção instalado e configurado para monitorar o serviço SSH via journalctl, com collections e scenarios para detecção de brute force.
Servidor SSH monitorado como alvo de análise. Logs do serviço coletados via journalctl e processados pelo CrowdSec para identificação de tentativas de acesso.
Laboratório documentado no GitHub com estrutura profissional: configs, notes, screenshots e README completo com evidências do ambiente.
Como funciona
O CrowdSec tem uma arquitetura modular composta por quatro componentes principais que trabalham em sequência — desde a leitura dos logs até a geração de alertas e tomada de decisão.
Define quais fontes de log o CrowdSec vai monitorar. Neste laboratório, configurado para ler o serviço SSH via journalctl — capturando todos os eventos de autenticação.
Interpretam as linhas de log brutas e extraem campos estruturados como IP de origem, usuário, resultado da autenticação e timestamp — tornando os dados analisáveis.
Regras de detecção comportamental. O scenario SSH detecta brute force contando múltiplas falhas de autenticação do mesmo IP dentro de uma janela de tempo definida.
Quando um scenario é ativado, o CrowdSec gera um alerta com o IP malicioso, o tipo de ataque e a contagem de eventos. Os alertas podem ser visualizados com cscli alerts list.
Processo de implementação
Instalação do CrowdSec no Kali Linux via repositório oficial. Verificação do serviço e confirmação do status ativo com systemctl status crowdsec.
Configuração do acquis.yaml para monitorar o serviço SSH via journalctl, definindo o tipo de log como sshd para que o parser correto seja aplicado.
Instalação da collection crowdsecurity/sshd que inclui o parser SSH e o scenario de detecção de brute force — ativando a capacidade de detectar tentativas de acesso.
Análise das métricas com cscli metrics para validar que o CrowdSec está lendo os logs SSH, aplicando os parsers e processando os eventos corretamente.
Verificação dos alertas com cscli alerts list confirmando detecções ativas — IPs sinalizados, scenarios ativados e decisões tomadas pelo motor do CrowdSec.
Organização do laboratório em repositório público com estrutura profissional: configs/, notes/, screenshots/ e README completo com evidências.
Configuração
O arquivo de aquisição define a fonte de dados que o CrowdSec vai monitorar. Esta foi a configuração utilizada para capturar os eventos do serviço SSH via journalctl no Kali Linux.
# /etc/crowdsec/acquis.d/sshd.yaml
source: journalctl
journalctl_filter:
- "_SYSTEMD_UNIT=ssh.service"
labels:
type: sshd
Esta configuração instrui o CrowdSec a:
Usa o journalctl como fonte de log — o sistema de logs do systemd presente no Kali Linux — em vez de ler um arquivo de texto diretamente.
Filtra apenas os eventos do serviço SSH, ignorando todo o restante — garantindo que apenas logs de autenticação SSH sejam processados.
Define o tipo de log para que o CrowdSec saiba qual parser aplicar — neste caso, o parser SSH que extrai campos como IP de origem e resultado da autenticação.
Competências desenvolvidas
Este laboratório aprofundou o conhecimento em detecção baseada em comportamento — uma abordagem diferente do Suricata (tráfego de rede) e do Wazuh (eventos do sistema), complementando o ecossistema de segurança do laboratório.
Instalação, configuração e operação do CrowdSec — compreendendo a arquitetura modular com acquisition files, parsers, scenarios, bouncers e a inteligência colaborativa da plataforma.
Configuração de scenarios para detectar tentativas de brute force SSH — entendendo threshold, janela de tempo e como o comportamento de múltiplas falhas de login gera um alerta.
Monitoramento de eventos de autenticação SSH via journalctl, interpretação dos campos extraídos pelos parsers e correlação entre tentativas de login e alertas gerados.
Uso do cscli metrics para validar o pipeline de processamento e cscli alerts list para analisar detecções — ferramentas essenciais para operar o CrowdSec.
Gerenciamento do serviço CrowdSec via systemctl, edição de arquivos YAML de configuração, troubleshooting via logs do sistema e uso do CLI cscli para administração.
Organização do laboratório em repositório GitHub com estrutura profissional — configs, notes e screenshots documentando o processo completo de implementação.
Resultados
Este laboratório resultou em um ambiente de detecção comportamental funcional, com monitoramento SSH ativo, alertas gerados e documentação publicada no GitHub.
Evidências
As evidências abaixo estão documentadas no repositório GitHub do laboratório, cobrindo status do serviço, métricas, alertas gerados e scenarios SSH ativos.
Próximos passos
Conectar o CrowdSec ao Suricata para enriquecer a detecção com eventos de rede, criando correlação entre logs de aplicação e tráfego monitorado.
Enviar os alertas do CrowdSec para o Wazuh SIEM, centralizando todos os eventos de segurança do laboratório em um único dashboard de monitoramento.
Configurar um bouncer para bloquear automaticamente os IPs identificados pelo CrowdSec, evoluindo de detecção passiva para prevenção ativa de ameaças.
Explorar a inteligência de ameaças colaborativa do CrowdSec — compartilhando e recebendo listas de IPs maliciosos da comunidade global de usuários.
Conclusão
Este laboratório demonstrou na prática o funcionamento do CrowdSec como ferramenta de detecção baseada em comportamento — complementando o Suricata (análise de tráfego) e o Wazuh (monitoramento de endpoints) para construir um ecossistema de segurança multicamada no laboratório.