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Wireshark Vendo o que acontece na rede

Laboratório de análise de protocolos de rede utilizando Wireshark no Kali Linux — capturando e interpretando tráfego real de DNS, ARP, ICMP, TCP e HTTPS/TLS para compreender na prática como os dados se movem em uma rede.

Capturas do laboratório

DNS — Resolução de nomes ARP — Resolução de MACs ICMP — Ping Echo Request/Reply TCP — Three-Way Handshake HTTPS/TLS — Handshake criptografado

Aviso sobre o ambiente

Este laboratório foi executado em ambiente local, controlado e autorizado. Endereços IP, hostnames, usuários, comandos e evidências exibidos pertencem ao ambiente de estudo ou foram anonimizados. Nenhuma credencial real, token, chave privada ou dado sensível deve ser publicado.

Navegue pelo conteúdo desta documentação.

Por que analisar tráfego de rede na prática.

O Wireshark é o analisador de protocolos de rede mais utilizado no mundo — tanto por profissionais de redes e segurança quanto em ambientes acadêmicos. Ele permite capturar pacotes em tempo real e inspecionar cada campo de cada protocolo, tornando visível algo que normalmente é invisível: o que realmente acontece na rede.

Neste laboratório, o Wireshark foi utilizado no Kali Linux para analisar cinco protocolos fundamentais — DNS, ARP, ICMP, TCP e HTTPS/TLS — construindo uma base sólida de compreensão do modelo de camadas e da comunicação entre dispositivos. Cada captura foi registrada, filtrada e documentada com evidências reais.

Onde as capturas foram realizadas.

Kali Linux

Sistema operacional utilizado para execução do Wireshark, captura de pacotes e análise dos protocolos em ambiente virtualizado.

Kali Linux 2026.2 Interface de rede Modo promíscuo

VMware Workstation

Hypervisor utilizado para isolar o ambiente de captura, garantindo que o tráfego analisado seja real e proveniente do laboratório.

VMware Bridge Mode Rede local real

Wireshark

Analisador de protocolos utilizado para captura, filtragem e inspeção de pacotes em tempo real, com interface gráfica e filtros de display avançados.

Wireshark Display Filters Packet Inspector

Repositório

Laboratório documentado no GitHub com capturas, notas técnicas e screenshots de cada protocolo analisado.

captures/ screenshots/ notes/

Cinco protocolos fundamentais capturados e documentados.

Cada protocolo foi analisado com um objetivo específico — compreender o seu papel na comunicação de rede, identificar seus campos e interpretar o comportamento real dos pacotes capturados.

DNS — Domain Name System

O DNS é o protocolo responsável por traduzir nomes de domínio em endereços IP. Na captura, foi possível observar a consulta (Query) enviada pelo cliente para o servidor DNS e a resposta (Response) com o IP resolvido — visualizando na prática como um simples acesso a um site começa com uma pergunta ao DNS.

Filtro: dns Porta UDP 53 Query Type A Response com IP

ARP — Address Resolution Protocol

O ARP opera na camada 2 e resolve endereços IP em endereços MAC — necessário para que pacotes sejam entregues corretamente na rede local. Na captura, foram observados o ARP Request (broadcast perguntando "quem tem este IP?") e o ARP Reply (resposta com o MAC do dispositivo correspondente).

Filtro: arp Broadcast MAC Resolution Camada 2

ICMP — Internet Control Message Protocol

O ICMP é utilizado para diagnóstico de rede — o comando ping usa ICMP Echo Request e Echo Reply para testar conectividade. Na captura, foi possível visualizar os pacotes de ida e volta entre o Kali Linux e o servidor Wazuh (10.10.10.10), confirmando conectividade e medindo o tempo de resposta.

Filtro: icmp Echo Request / Reply TTL e RTT Diagnóstico

TCP — Three-Way Handshake

O TCP estabelece conexões confiáveis através do Three-Way Handshake: SYN → SYN-ACK → ACK. Na captura, foi possível visualizar cada etapa desse processo — o cliente enviando SYN, o servidor respondendo com SYN-ACK e o cliente confirmando com ACK — antes de qualquer dado ser trocado. Essa é a base de toda comunicação TCP na rede.

Filtro: tcp.flags.syn==1 SYN → SYN-ACK → ACK Conexão confiável Camada 4

HTTPS / TLS — Comunicação criptografada

O TLS é o protocolo que criptografa a comunicação HTTPS. Na captura, foi possível observar o TLS Handshake — Client Hello, Server Hello, troca de certificados e estabelecimento das chaves de sessão — antes da comunicação criptografada iniciar. Após o handshake, os dados aparecem no Wireshark como Application Data ilegível, demonstrando na prática o que a criptografia faz.

Filtro: tls Client Hello / Server Hello Certificado TLS Application Data criptografado

Capturas reais dos protocolos analisados.

Screenshots reais das capturas realizadas no Wireshark — cada imagem mostra os pacotes filtrados e os campos inspecionados de cada protocolo.

Análise DNS no Wireshark
DNS — Query e Response capturados, mostrando resolução de nome para IP.
Análise ARP no Wireshark
ARP — Request broadcast e Reply com endereço MAC resolvido.
Análise ICMP no Wireshark
ICMP — Echo Request e Echo Reply do ping entre as VMs do laboratório.
TCP Three-Way Handshake no Wireshark
TCP — Three-Way Handshake: SYN, SYN-ACK e ACK visíveis na captura.
Análise HTTPS/TLS no Wireshark
HTTPS/TLS — Handshake TLS com Client Hello, Server Hello e Application Data criptografado.
Ver repositório completo no GitHub

O que este laboratório construiu na prática.

A análise de protocolos com Wireshark transforma conceitos teóricos de redes em observações práticas — vendo os pacotes reais, seus campos e seu comportamento em uma rede funcionando.

O que foi entregue neste laboratório.

05Protocolos analisados
05Capturas documentadas
01Repositório público
L2→L7Camadas cobertas

Como este laboratório continuará evoluindo.

DHCP

Capturar o processo DORA (Discover, Offer, Request, Acknowledge) do DHCP — visualizando como um dispositivo obtém automaticamente um endereço IP na rede.

HTTP

Analisar tráfego HTTP não criptografado — visualizando requests, responses, headers e o conteúdo trafegando em texto claro, contrastando com o HTTPS.

VLANs

Capturar tráfego com tags 802.1Q para compreender como VLANs são identificadas nos pacotes e como o trunking funciona em switches gerenciáveis.

Análise de ataques

Utilizar o Wireshark para analisar capturas de port scans e outros ataques gerados no laboratório — correlacionando com os alertas do Suricata e Wazuh.

Cinco protocolos. Cinco capturas. Redes visíveis.

Este laboratório construiu uma base fundamental para qualquer atuação em redes ou segurança — a capacidade de capturar e interpretar tráfego real. Combinado com o Suricata e o Wazuh, o Wireshark fecha o ciclo de visibilidade do laboratório: eventos de aplicação, tráfego de rede e logs centralizados.

DNS — Domain Name System

O DNS traduz nomes de domínio em endereços IP. É o primeiro protocolo a ser ativado quando você acessa qualquer site — antes do TCP, antes do TLS.

Filtro Wireshark

dns

O que observar na captura

Query: pacote UDP enviado pelo cliente na porta 53 perguntando o IP de um domínio. Campo Questions mostra o nome buscado.

Response: resposta do servidor DNS com o IP resolvido. Campo Answers mostra o registro A com o IP.

Flags: bit QR=0 na query (Question), QR=1 na response (Response).

ARP — Address Resolution Protocol

O ARP opera na camada 2 e resolve endereços IP em endereços MAC — necessário para que pacotes sejam entregues na rede local antes de qualquer roteamento.

Filtro Wireshark

arp

O que observar na captura

ARP Request: broadcast enviado para ff:ff:ff:ff:ff:ff perguntando "Who has IP X? Tell IP Y".

ARP Reply: resposta unicast do dispositivo dono do IP com seu MAC address.

Opcode: campo que diferencia Request (1) de Reply (2).

ICMP — Internet Control Message Protocol

O ICMP é usado para diagnóstico de rede. O ping usa Echo Request e Echo Reply para testar conectividade e medir latência.

Filtro Wireshark

icmp

O que observar na captura

Echo Request (Type 8): pacote enviado pelo cliente com um identificador e número de sequência.

Echo Reply (Type 0): resposta do destino com os mesmos campos — confirmando que o host está ativo.

TTL: campo que indica quantos saltos o pacote pode fazer antes de ser descartado.

TCP — Three-Way Handshake

O TCP estabelece conexões confiáveis. O Three-Way Handshake (SYN → SYN-ACK → ACK) é o processo de negociação antes de qualquer dado ser trocado.

Filtro Wireshark

tcp.flags.syn==1

O que observar na captura

SYN: cliente envia pacote com flag SYN=1, escolhendo um número de sequência inicial.

SYN-ACK: servidor responde com SYN=1 e ACK=1, confirmando e escolhendo seu próprio número de sequência.

ACK: cliente confirma com ACK=1 — conexão estabelecida, dados podem fluir.

HTTPS / TLS — Comunicação criptografada

O TLS criptografa a comunicação HTTPS. No Wireshark é possível ver o handshake — antes dos dados ficarem ilegíveis — demonstrando na prática o que a criptografia faz.

Filtro Wireshark

tls

O que observar na captura

Client Hello: cliente anuncia versões TLS suportadas e cipher suites.

Server Hello: servidor escolhe a versão e cipher suite, envia o certificado.

Application Data: após o handshake, todos os dados aparecem como bytes criptografados — ilegíveis mesmo para o Wireshark.